Neverland não não também não

domingo, 1 de novembro de 2015

Filmes e História #02 : A Língua das Mariposas

 
 
 
Assisti esse filme para um trabalho de História sobre Guerra Civil Espanhola e ele me cativou de verdade, inserindo a mensagem histórica e sentimental com eficiência. Segue abaixo a resenha que fiz da produção.


 

  O filme espanhol A Língua das Mariposas (Título original: La Lengua de Las Mariposas) foi lançado em 1999 e foi dirigido por José Luís Cuerda. O drama conta a história do menino Moncho que está em fase de desenvolvimento e começa a frequentar a escolar. Acompanhado de seu professor Don Gregório, um tranquilo admirador de insetos, a criança se encanta pelo conhecimento e descobre o mundo ao seu redor. Entretanto, juntamente com a agradável da cativante criança de uma fase da infância para a outra, há momentos de grande turbulência: os antecedentes da Guerra Civil Espanhola. Pelo fato de seu pai e professor serem republicanos, a vida de Moncho é definitivamente afetada.O filme mostra a vida de um pequeno menino em sua fase de descobertas, mas que tem a vida alterada pelo início da Guerra Civil Espanhola. O pai e o professor da criança são republicanos e a situação se complica com os ataques dos opositores.O filme mostra a vida de um pequeno menino em sua fase de descobertas, mas que tem a vida alterada pelo início da Guerra Civil Espanhola. O pai e o professor da criança são republicanos e a situação se complica com os ataques dos opositores.


  O longa metragem mostra com excelência a situação antes e durante a guerra. Há várias referências às frentes da guerra, principalmente a popular, através de cartazes, por exemplo. Além disso, os personagens se posicionam politicamente de maneira muito clara, apesar de terem que negar isso para fugir da perseguição. Personalidades que evidenciam bastante os lados da guerra são Don Gregório e o pai de Moncho, que são a favor da frente popular, e o pai de um dos colegas de classe do menino, que é radicalmente nacionalista.


  Outro fator notável da produção é relativo à utopia anarquista que se vivia em alguns lugares da Espanha no que se refere à escola de Moncho. Este último temia muito o ambiente escolar, pois que imaginava palmatórias e castigos. Porém, encontra no pequeno centro de ensino uma educação humanista e racionalista.

   As cenas finais são as de maior importância a partir do momento que mostram os “passeios” que os franquistas realizavam, capturando inimigos no meio da madrugada para torturá-los logo depois. Um momento da obra que muito intriga os espectadores é aquele no qual a mãe do infante incentiva seus familiares a gritar palavras contra os presos políticos – dentre os quais estava Don Gregório -, para que dessa forma não haja suspeitas sobre seu esposo. A criança, então, obedece, e persegue o carro dos presos gritando palavras como “comunista” e “ateu”, além de palavras que aprendeu com seu professor como “língua das mariposas”, mostrando que, em sua inocência, ele não compreendia bem o que estava acontecendo, mas que não iria esquecer os ensinamentos de seu mestre.

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