Neverland não não também não

quinta-feira, 12 de março de 2015

Resenha dos Livros de A Seleção


Love Your Friends, Die Laughing | via Tumblr



  Como a grande Tatiana Feltrin diria, não é só porque a leitura é rápida que o livro é bom. Comprei o primeiro livro para experimentar já que eu tinha visto algumas fanfics sobre. Por ter lido bem rapidinho e ter uma história razoável, algum tempo depois comprei os outros, os quais li em dois dias, sendo um dia para cada. Vou tentar ser um pouco mais específica, vamos lá.
  A Seleção se passa no nosso mundo depois de uma suposta guerra. Os países se reorganizam e uma dessas novas federações é a Illéa, que é uma monarquia que submete a sociedade a um sistema de castas. Este sistema é dividido em oito castas, que também têm a função de determinar que tipo de trabalho e salário as pessoas vão receber. A ideias dessa sociedade e da monarquia poderiam desenvolver uma distopia incrível, porém a autora põe isso apenas em pequenos ataques rebeldes e na discordância da América, personagem principal, com isso. Se essa história fosse contada sob outro ponto de vista e por outro autor, quem sabe pudéssemos ter uma obra mais produtiva.
 Enfim, no primeiro livro América, uma Cinco, é selecionada para um tipo de concurso entre as moças mais lindas e talentosas e seja lá qual for o critério para se casar com o príncipe. Entretanto, América já tinha um casinho com o Aspen, um Seis. Eles terminam e ela tenta esquecê-lo enquanto conhece o príncipe Maxon. Mas adivinhem só quem é escolhido como integrante da guarda real? Isso o mesmo: o ex.
  Depois da exclusão de um monte de garotas da Seleção e de mil ceninhas pseudo românticas entre América e Maxon, começa o segundo livro, A Elite. Sobraram apenas cinco garotas, inclusive a arque-inimiga da América, obviamente. O livro todo é basicamente a indecisão da América entre Aspen e Maxon.
  Depois de um livro inteiro tentando se decidir por quem está apaixonada, América escolhe um (o qual não vou contar qual é, porque seria spoiler se você ainda está no primeiro livro). Mas ainda tem que lidar com a antipatia do rei por ela e com as "provas" da Seleção, nas quais ela é uma boa garota mas uma má princesa segundo os conservadores. E ainda tem que conviver com os seus ciúmes, é claro. O final, pelo menos para mim, é completamente óbvio desde o primeiro livro, mas não vou negar que foi tudo ruim porque gostei do final da Lucy. A morte de alguém especial para América em A Escolha foi a única cena que mexeu comigo na trilogia inteira. E vamos deixar bem claro, que nem no final a questão das castas foi bem explorada, deixando alguns furos sobre o assunto.
  Se você ama de paixão romances leves, YA e leituras rápidas, aí sim eu recomendo A Seleção para você. Mas se você gosta de leituras ricas e bem desenvolvidas, se mandarem você ler, corra enquanto há tempo!

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