Neverland não não também não

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Resenha sobre A Sereia de Kiera Cass

 
  Devido à minha decepção com outras sagas da autora, foi com pouco entusiasmo e expectativa que fui ler A Sereia de Kiera Cass. Fiz questão de ler, no entanto, por ser completamente apaixonada pela temática das sereias. Apesar dos receios, adianto logo: a leitura valeu muito a pena.
  O romance principal é o relacionamento repentino porém de sentimento forte entre Kahlen e Akinli. Mas o melhor da narrativa é o contexto de vida em que esses dois personagens se inserem. Akinli está longe de estar passando por um momento familiar fácil. E Kahlen está longe de ter uma família, ou vida, comum. Ela se trata de uma sereia. Para ser mais sincera, uma sirena. E isso faz com que ela nunca possa falar perto dos humanos sem que eles se afoguem, o que, consequentemente, traz para ela uma série de culpas e fragilidades.
  Décadas atrás do palco temporal da narrativa, Kahlen morreria afogada. Mas em seus últimos momentos, suplicara por sua vida. A Água concedera-lhe seu pedido. Ela viveria cem anos como uma sereia, trabalhando para A Água e pelo mundo, e depois teria o resto de sua existência normalmente.
  A Água merece não só um parágrafo só dela, como um livro só dela, como tudo só dela. Neste livro, A Água aparece como uma divindade, uma mãe, uma provedora de vida. Para manter o equilíbrio da vida humana no mundo, ela precisa de energia humana, e é por isso que se utiliza do canto das sereias para trazer esses seres para o fundo do mar, e manter assim a dinâmica do mundo. A Água possui diversas faces: da brandura ao tormento. A Água não pode ser compreendida, pois que sua existência é única. A Água é um lar, é mãe, é tudo.
  Além dA Água (que, pra mim, é a personagem principal), outro ponto forte do livro, é a irmandade das sereias. Uma pela outra. Sempre.
  É claro que possui pontos fracos, como algumas faltas de explicação sobre A Água, algumas futilidades mal colocadas e algumas cenas que poderiam ter sido melhor desenvolvidas, principalmente entre o casal principal, de forma a intensificar ainda mais a relação deles, justificando mais apropriadamente até alguns acontecimentos. No entanto, as partes boas, ao menos pra mim, se sobressaíram muito, oq eu fez da leitura algo bem fluido e prazeroso.
  Acredito que li este livro na época certa da minha vida e talvez isso possa ter contribuído até para que eu gostasse tanto. Obrigada, Tainá, por me emprestar essa maravilha. E espero logo poder tê-lo em minha coleçãozinha sobre sereias.

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