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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Livros Lidos em 2023


 2023 foi um ano que demandou força de vontade para resgatar o carinho pela leitura após um mestrado que falava sobre o tema. Foi um ano que precisei muito da literatura enquanto hobbie para aguentar o dia a dia.  Consolidei os formatos de livro físico, digital e audiolivro como modalidades que se alternavam no fortalecimento do meu hábito. E é com alegria que me vejo novamente leitora, em especial após a Bienal do Livro deste ano.

 Segue então a lista dos 28 livros lidos em 2023.

1- Um Milhão de Finais Felizes - Vitor Martins

2- Fale! - Laurie Halse

3- A Abadia de Northanger - Jane Austen

4- Carandiru - Drauzio Varella

5- Hilda Furacão - Roberto Drummond

6- O Último Desejo - Andrzej Sakowski

7- Anne de Green Gables - Lucy Montgomery

8- Quinze Dias - Vitor Martins

9- Anne de Avonlea - Lucy Montgomery

10- Anne da Ilha - Lucy Montgomery

11- Ensinando Pensamento Crítico - bell hooks

12- A Espada do Destino - Andrzej Sakowski

13- Os Meninos que Enganavam Nazistas - Joseph Joffo

14- Tosco - Gilberto Matije

15- O Grande Deus Pã - Arthur Machen

16- A Redoma de Vidro - Silvia Plath

17- A Casa dos Espíritos - Isabel Allende

18- Pachinko - Min Jin Lee

19- Coraline - Neil Gaiman

20- Um Pressentimento Funesto - Agatha Christie

21- Flores para Algernon - Daniel Keyes

22- Salvar o Fogo - Itamar Vieira Junior

23- Um Natal no Campo - Louisa May Alcott

24- A Livraria Hyunam-dong - Hwang Bo-Reum

25- Uma Virtude Mortal - Emily Thiede

26- O Mapa de Vidro - S.E. Grove

27- Parte da Decoração - Aimee Oliveira

28- O Ano em que Mneos é Muito Mais - Cait Flanders

Livros Lidos em 2022



  Neste ano, iniciei meu hábito de consumir audiolivros, o que me ajudou a continuar lendo na rotina corrida. Com uma carga de trabalho mais densa, meu total de leituras foi para 22, o que é ótimo para um ano sem metas quantitativas de leitura. 

  Aliás, essas metas foram aos poucos sendo banidas, até para assegurar a leitura como um hobbie para mim e não como obrigação. Isso se fez ainda mais necessário neste ano em que finalizei meu mestrado, tendo tido um esforço de escrita bem grande e de sintetizar adequadamente no trabalho as leituras acadêmicas do ano anterior.

Eis os 22 livros lidos de 2022.



1- O Livro dos Espíritos - Allan Kardec

2- O Conto de Natal - Charles Dickens

3- Maria Altamira - Maria José Silveira

4- O Ano da Graça - Kim Liggett

5- Mulheres que Mordem - Beatriz Leal

6- O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

7- Agir e Pensar como um Gato - Stéphane Garnier

8- Preço de Noiva - Buchi Emecheta

9- O Retrato de Dorian Grey - Oscar Wilde

10- O Silêncio das Montanhas - Khaled Hosseini

11- Mímesis: Desafio ao Pensamento - Costa Lima

12- Passarinha - Kathryn Erskine

13- As Portas da Percepção - Aldous Huxley

14- O Menino de Alepo - Sumia Sukkar

15- A Gata do Rio Nilo - Lia Neiva

16- O Barqueiro - Claire Macfall

17- O Meu Pé de Laranja Lima - José de Vasconcelos

18- A Revolução dos Bichos - George Orwell

19- A História da Mitologia para quem tem Pressa - Daniels Mark

20- Doramar e a Odisseia - Itamar Vieira Junior

21- Conocimiento desde adentro - Sheila Walker

22- A Ciranda das Mulheres Sábias - Clarissa Pinkola Estés

Um Olhar sobre Crime e Castigo de Dostoiévski

 

 A Literatura Russa é constantemente colocada em um pedestal de dificuldade e Crime e Castigo aparece como um calhamaço representante dessa movimentação. Mesmo assim, dei a cara a tapa para a leitura  e afirmo com gosto: Não caiam no medo forjado dessas obras. Muito pelo contrário, se dê à oportunidade de conhecê-las.

  Não é uma leitura fácil, no entanto. E não no sentido de estruturação linguística - ainda assim procure uma boa edição/tradução como a da Editora 34 -, mas na dureza do seu conteúdo. Me assustei logo de início como não havia um capítulo sem uma tragédia diferente.

  E me choquei mais ainda ao pensar na aproximação de realidade entre uma Rússia de séculos atrás e uma realidade brasileira presente. Funcionários públicos perdendo a segurança, estudantes sem perspectiva, condições de moradia lamentáveis, mudanças bruscas de vida, e por aí vai. Mas algo que me chamou a atenção foi o fato de os personagens não responsabilizarem nenhuma esfera "inalcançável", mas sempre buscarem soluções absurdas: as piores possíveis. E ainda assim, você os compreende.

  Evidentemente, compreender não é concordar, mas ainda assim isso revela o quão empaticamente desenvolvidos são esses personagens. A princípio, Raskolnikov me dava certo asco, seu egocentrismo e justificativas me passavam a impressão de uma obra superestimada. Mas o carisma do protagonista se desenvolve à medida em que seu fluxo de pensamento que beira à insanidade - tão destacada no livro -revela que ele não estava tão seguro de si assim, que ele era humano e que o castigo se apresenta em sua consciência.

  A complexidade dos personagens também se revela no enredo, à medida em que certos personagens que pareciam apenas passageiros vêm para ficar e trazem consigo suas histórias e problemas que se entrelaçam. Uma das relações que mais me chamou atenção foi a de Sônia e Raskolnikov, uma vez que ela se mostra barroca com a pureza em meio às condições ditas imorais. Essa suposta contradição encanta o protagonista a ponto de ele considerar que a única explicação para tal era ela estar à beira da loucura, assim como ele acreditava estar. E isso faz com que ele se encante por ela, mas não se apaixone de fato. Esse tipo de representação feminina se mostra comum à época da escrita - embora hoje seja batida -, mas o autor ainda trata Sônia com mais respeito que personagens similares em outras obras.

  Aliás, a presença das mulheres neste livro é no mínimo interessante. A aproximação de personalidade de Dúnia com o irmão Raskolnikov é um fato trazido à tona pelos próprios personagens, e ainda assim as escolhas morais de ambos os afasta. Fazendo um parênteses com um personagem masculino, Razumikin, amigo do protagonista, também passa por situação muito semelhante e toma escolhas distintas. Talvez por isso, antes mesmo de Razumikin encontrar Dúnia eu já esperava que a narrativa de ambos fosse se aproximar. Isto, além de uma centena de outros motivos, traz o teor psicológico de Crime e Castigo, demonstrando a relevância das escolhas para a formação da personalidade, da vida e do caráter de cada um.

  Além disso, Dúnia combina feminilidade e força, um par incomum para personagens do século XIX, mas que funciona perfeitamente bem. Juntamente com Sônia e sua mãe, trabalha o aspecto do amor incondicional que o protagonista não consegue compreender em meio ao peso da consciência.

  E ainda que a figura materna reproduza uma personalidade literária comum, da mulher que busca manter certa nobreza apesar dos empecilhos, com nervos à flor da pele e extremamente protetora de seus filhos, uma outra personagem faz um paralelo interessante com ela. Catierina, madrasta de Sônia e mãe de outras três crianças, é uma mulher doente com um marido horrendo que já teve seus dias de glória e vive movida pelas lembranças deles. Ao tentar manter sua "nobreza", Catierina perde as rédeas dos próprios nervos, saúde, filhos e vida.

  Assim fica visível como a vida dos personagens é um emaranhado de fios paralelos e congruentes. Fica evidente como o aspecto psicológico da obra encantou grandes pensadores. Explicita o quanto o pedestal em que Crime e Castigo é colocado não é à toa, mas ainda assim é uma leitura possível e necessária.


Data de escrita: 15/01/2021

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Livros Lidos em 2021



   Seguindo minha prática de digitalizar meus registros de leitura anual, retorno ao blog depois de muitos anos para dizer aos poucos quais livros li em 2021 e nos anos posteriores. Esse é um tipo de post que além de me servir como um registro de fácil acesso, também pode servir a você indicando leituras caso tenha o gosto literário parecido com os meus.

  Em relação ao ano anterior, li dois livros a mais, totalizando 59. Além de minhas leituras por hobbie, muitos dos livros tiveram sua leitura motivada pelo meu primeiro ano de mestrado ou para o trabalho em sala de aula. Acrescenta-se ainda à minha tentativa de ler mais autores nacionais contemporâneos além dos autores que já estavam na minha zona de conforto. Ou seja, tem de tudo!

  Quanto à lista, seguirá o mesmo formato dos anos anteriores, destacando os favoritos. Vamos lá?

1- Canto Geral - Pablo Neruda

2- O Martelo de Thor - Rick Riordan

3- Crime e Castigo - Dostoievski

4 - Unflattening - Nick Sousanis

5- Misery - Stephen King

6- História, Ficção e Literatura - Costa Lima

7- O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Bronte

8- O Céu e o Inferno - Allan Kardec

9- A Ordem do Discurso - Foucault

10- O Navio dos Mortos - Rick Riordan

11- E eu não sou uma mulher? - bell hooks

12- Mozart: A Sociologia de um Gênio - Norbert Elias

13- A Invenção da Natureza - Andrea Wulf

14- Torto Arado - Itamar Vieira Junior

15- A Revolução Urbana - Lefebvre

16- A Paixão Segundo GH - Clarice Lispector

17- O Oráculo Oculto - Rick Riordan

18- Memórias da Plantação - Grada Kilomba

19- O Assassinato no Expresso do Oriente - Agatha Christie

20- Sinfonia do Céu e do Fogo - Maria Rezende

21- Amores Trocados - Camila Kaercher

22- Carrie, a Estranha - Stephen King

23- Meus Pais e Eu - Deko Lipe

24- A Cor Púrpura - Alice Walker

25- Labirinto do Fogo - Rick Riordan

26- Boneco de Neve - Jo Nesbo

27- O Príncipe Cruel - Holly Black

28- Do Outro Lado do Abismo - Iara Pires

29- Livro de Orações aos Antigos Deuses - Rosea Bellator

30- Mímesis e Modernidade - Costa Lima

31- Quarto de Despejo - Carolina Maria de Jesus

32- A Tumba do Tirano - Rick Riordan

33- Corra, Beth! - Matheus Maia

34- A Metamorfose - Franz Kafka

35- Força e Imensidão - Wanessa Maia

36 - A Torre de Nero - Rick Riordan

37- A Morte de Daomé - Carol Camargo

38- Despertar - Octavia Butler

39- O Rei Perverso - Holly Black

40- Ritos de Passagem - Octavia Butler

42- A Vida do Escritor - Gay Talese

43- Mentirosos - E. Lockhart

44- Mestre Gil de Han - Tolkien

45- Walden - Thoreau

46- Animais Fantásticos e Onde Habitam - JK Rowling

47- Eu sei por que o pássaro canta na gaiola - Maya Angelou

48- Eu sou Malala - Malala Yousafzai

49- Diário de um Banana - Jeff Kinney

50- Essa liberdade de dizer quem somos e o que sentimos - Lais Reis

51- Malala, a menina que queira ir para a escola - Adriana Carranca

52- Tudo Nela Brilha e Queima - Ryane Leão

53- A Vida Não é Útil - Ailton Krenak

54- O Corpo Encantado das Ruas - Luis Antonio Simas

55- Carmilla - Sheridan Le Fanu

56- Quadribol através dos séculos - JK Rowling

57- Os Contos de Beedle, o Bardo - JK Rowling

58- Luiz Costa Lima: Uma Obra em Questão - Dau Bastos

59- A Traição das Elegantes - Rubem Braga



quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Desafio Literature-se 2021


  Desde o ano passado (e o anterior a ele) tive vontade de participar do desafio da Mel Ferraz, mas já tinha me comprometido com questões acadêmicas ou mesmo com outros desafios literários. Então, esse ano, decidi que o momento finalmente chegou. Eis aqui então a minha TBR!


1. Primeiro livro publicado pelo autor (Não Sou Eu uma Mulher? - Bell Hooks)

  Quero muito conhecer um pouco mais da obra da autora, e portanto resolvi ir às origens com seu primeiro livro.

2. Literatura queer (A Cor Púrpura - Alice Walker)

  Resolvi buscar recomendações da categoria e fiquei surpresa ao encontrar este livro que tanto ouvi falar, mas não fazia ideia de que tinha referência à cultura queer. Agora sim estou mais curiosa quanto a esta obra do que nunca.

3. Livro que inaugurou um movimento literário/estético (Obra Completa - Murilo Rubião)

  Inaugurando o Realismo Fantástico no Brasil com O Ex-Mágico da Taberna Minhota, Murilo Rubião é uma referência no gênero no contexto nacional. Por ser uma história relativamente curta, por que não ler a obra completa do autor?

4. Jornalismo literário (Vida de Escritor - Gay Talese)

  Esse tive que pesquisar para não cair no clássico de Os Sertões. Para alguém que queria ser jornalista na adolescência, eu não me mostrei muito afim de jornalismo literário desde então. Pesquisando, este livro me pareceu interessante de um autor bastante reconhecido no gênero e espero poder em breve dar os pareceres sobre por aqui.


5. Fluxo da consciência (A Hora da Estrela - Clarice Lispector)

  Embora tal tipo de literatura seja muito característico da Virgínia Woolf, preferi matar as saudades da obra de Clarice com esse clássico nacional.

6. Biografia (Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola - Maya Angelou)

  Este é um livro de belíssimo nome e bem recomendado que acabei de descobrir que se refere a uma autobiografia (o que espero que não conte como trapaça para a categoria por ser "auto"). Curiosa para saber o que encontrarei na obra.

7. Literatura de povos originários (A Vida não é Útil - Ailton Krenak)

  Apresentando uma simultaneamente simples e genial perspectiva, o autor provoca transformações em poucas palavras. Sigo assim na busca de conhecer mais o seu trabalho.

8. Crônicas (A Traição das Elegantes - Rubem Braga)

  Um colega tem Rubem como seu autor favorito e além de sempre me recomendar, ainda traz à tona semelhanças entre nossa escrita. Não posso mais deixar pra depois a leitura para conhecer tal autor, não é mesmo?

9. In media res (Os Deuses de Asgard - Rick Riordan)

  Até então eu não conhecia o gênero que se caracteriza por começar o livro no meio da história, da ação. Bem, conhecia, mas não com esse nome. Por isso, vou fechar a trilogia de Magnus Chase, sendo sabido que Rick Riordan adora começar seus livros já em meio a uma batalha.


10. Literatura vitoriana (O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë)

  A verdade é que li alguns livros da era vitoriana e não sabia, especialmente os clássicos do terror. Então, dessa vez vou buscar conhecer pelo menos uma das irmãs Brontë.

11. Literatura afro/negro-brasileira (Quarto de Despejo - Carolina Maria de Jesus)

  Finalmente, darei a prioridade merecida para esta obra nacional. Mal posso esperar para ler os diários de Carolina.

12. Poesia nacional contemporânea (Tudo Nela Brilha e Queima - Ryane Leão)

  Com este belíssimo nome, aprofundo no projeto de leitura de mulheres negras e me aventuro na poesia da autora.


  Bem, gostei muito dos livros escolhidos,  e muitos deles foram uma surpresa e/ou demandaram muita busca. Assim, eles são uma mistura de oportunidade de conhecer autores fora da zona de conforto e de aprofundar em outros já conhecidos. É sabido também que é possível que alguns sejam trocados nesse meio do caminho e que obviamente a ordem de leitura não será seguida. Ao final do ano conto um pouquinho mais como foi a experiência! Abraços e boas leituras pra vocês.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Conclusão do Desafio Literário da Volta Ao Mundo em 12 Livros



 Este foi uma desafio literário muito interessante e que abriu muitas portas de leituras que certamente não faria tão cedo. Não segui à risca a leitura de cada país em seu mês, seguindo mais a minha intuição literária por assim dizer, e consegui dar cabo das leituras que se mostraram excelentes!

 

Janeiro: Brasil (O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna)

  De um senso de humor único, a peça é viva e se desenrola na frente de nossos olhos. Leitura rápida que pode ser feita de uma vez se mostra uma obra de arte nacional.

 

Fevereiro: Colômbia (Crônica de uma Morte Anunciada - Gabriel Garcia Marquez)

  Apesar de curto, é um livro que levei um pouco mais de tempo do que imaginei para ler. Um clássico latino, é uma obra que vale a pena ser lida e mistura ficção e realidade com a escrita mágica do Gabo.

 

Março: México (Pedro Páramo – Juan Rulfo)

  Decidi trocar a obra escolhida para algo mais literário e foi difícil encontrar uma obra que me introduzisse na literatura mexicana, o que mostra a necessidade desse tipo de desafios literários. É daqueles livros que é mais interessante falar sobre do que ler – perdoem-me os fãs -, mas ainda assim uma obra extremamente necessária para pensar nas dinâmicas de poder da América Látina.

 

Abril: Canadá (A Odisseia de Penélope - Margaret Atwood)

  Superou minhas expectativas e me deu grande nostalgia de livros sobre a temática mitológica grega. Margaret sabe mesmo contar histórias sobre mulheres.

 

Maio: Noruega (O Dia do Curinga - Jostein Gaarder)

  Um grande queridinho que supera O Mundo de Sofia para muitos, se mostrou uma obra interessante. O arco do pai com o menino em busca da mãe me encantou muitíssimo, mas a parte “mágica” da coisa me pareceu muito confusa até quase o final do livro onde tudo é amarrado, e teve um tom Alice no País das Maravilhas que agrada a muitos, mas que sempre me dá um certo cansaço. Ainda assim, uma boa leitura.

 

Junho: Portugal (As Intermitências da Morte - José Saramago)

  Troquei uma obra do Saramago por outra e não me arrependo, pois o tom da narrativa foi o ideal para o momento e se tornou um dos favoritos do ano. Pra saber um pouco mais, confira a resenha aqui.

 

Julho: Itália (O Calibã e a Bruxa – Silvia Federici)

  Preferi conhecer o trabalho da Silvia a ler O Inferno de Dante, o que se mostrou uma boa escolha. Pretendo inclusive conhecer mais o trabalho da autora que tem uma leitura muito relevante e impactante das questões de gênero.

 

Agosto: Rússia (Crime e Castigo - Dostoievski)

  O calhamaço me introduziu à Literatura Russa que, de fato, é muito única.

 

Setembro: Nigéria (Sejamos Todo Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie)

  Preferi pegar uma obra mais curta da autora para conhecer aos poucos seu trabalho e este é um rápido livro que faz uma boa introdução sobre o feminismo que se entrelaça à história da autora.



Outubro: Irã (Embroideries – Marjani Satrapi)

 

  Percebi que o autor do livro que eu tinha escolhido não era do Irã e, portanto, recorri à Marjani Satrapi com seu excelente graphic novel Embroideries, que fala sobre ser mulher em seu país, e mais ainda, em sua família. Tudo com muito bom humor, o que torna o livro melhor ainda.

 

Novembro: Japão (Sono - Harumi Murakami)

Livro bastante existencial, de rápida leitura e bastante interessante para uma introdução à Literatura Japonesa, por exemplo.

 

Dezembro: Austrália (O Azarão - Markus Zusak)

Livro que eu gostaria de ter lido na adolescência, a obra tem um tom de adolescente realista em crescimento.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Livros Lidos em 2020

   Anos difíceis costumam render boas e muitas leituras, uma vez que a Literatura ajuda a me colocar nos eixos. Ao mesmo tempo que foi um ano de preparo para pós-graduação, o que rendeu cerca de 14 livros acadêmicos lidos, foi também um ano em que precisei de muitas leituras confortáveis e leves, o que me fez retomar a leitura de Heróis do Olimpo, por exemplo, e até de dar uma chance pra Saga Crepúsculo, o que rendeu à Stephenie Meyer o título de autora mais lida do ano.

  Nesse ano, com o desafio de volta ao mundo em 12 livros – que futuramente posso fazer um post sobre a experiência -, esforcei-me por conhecer novos autores de países cuja literatura eu desconhecia e até mesmo de revisitar velhos conhecidos. Assim, isto me rendeu 20 livros lidos de autores de origem fora do eixo literário predominante dos EUA, Inglaterra e França, por exemplo.

  E por falar em diversidade literária, tive minha introdução em literatura indígena com Ailton Krenak e dou continuidade no meu movimento de leitura de obras de mulheres negras com a incrível ficção científica de Octavia Butler, a leitura de mundo da Chimamanda e da ficção realista de Conceição Evaristo.

  Outro ponto que me chamou atenção foi que a metade dos meus favoritos são livros de mulheres sobre mulheres, que eu já sabia que iriam me encantar antes mesmo de chegar ao meio da obra. Inclusive, os favoritos estão na lista abaixo em destaque.

  Além disso, li 6 livros em inglês por questões de disponibilidade, e sigo apreciando o trabalho de tradução.

  Participei intensamente ainda de 5 maratonas literárias, tendo umas muito produtivas e outras nem tanto, com destaque para a Maratona de Verão, do Isolamento e de Halloween.

  Um ponto de destaque foi o fato de como o Kindle mudou meu ritmo de leitura, que foi intensificado até pelo fácil acesso às obras. Assim, li apenas 2 livros físicos e todos os outros foram no formato digital. Totalizei assim 57 livros lidos ultrapassando minha meta de 50 livros para o ano.

  Abaixo, acompanhe a lista de livros lidos.



1- O Desenvolvimento Desigual – Neil Smith

2- As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley

3- Por uma Geografia do Poder – Raffestin

4- Crônicas de uma Morte Anunciada – Gabriel Garcia Marquez

5- 17 Contradições e o Fim do Capitalismo – David Harvey

6- O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna

7- Sono – Murakami

8- Cavernas de Aço – Asimov

9- Kindred – Octavia Butler

10- Sejamos Todos Feministas – Chimamanda

11- Mulheres que Correm com Lobos – Clarissa Pinkola Estés

12- Crepúsculo – Stephenie Meyer

13- Geografia: Conceitos e Temas – Corrêa et. al

14- Lua Nova – Stephenie Meyer

15- Becos da Memória – Conceição Evaristo

16- O Calibã e a Bruxa – Silvia Federici

17- Ideias para adiar o Fim do Mundo – Krenak

18- O Amanhã Não Está a Venda – Krenak

19- Eclipse – Stephenie Meyer

20- A Odisseia de Penélope – Margaret Atwood

21- Amanhecer – Stephenie Meyer

22- A Breve Segunda Vida de Bree Taner – Stephenie Meyer

23- Post Modern Condition – David Harvey

24- Vida e Morte – Stephenie Meyer

25- Espaço e Política – Lefebvre

26- As Intermitências da Morte – Saramago

27- Viagem ao Centro da Terra – Julio Verne

28- A Parábola do Semeador – Octavia Butler

29- Aula – Roland Barthes

30- A Literatura em Perigo – Todorov

31- A Poética do Espaço – Bachelard

32- Ler, Brincar, Tecer e Cantar – Yolanda Reyes

33- A Revolução no Ponto Zero – Silvia Federici

34- Para Ler como um Escritor – Francine Prose

35- Views of Nature – Humboldt

36- Geomorfologia e Geografia Física – Suertegaray

37- Discurso do Método – Descartes

38- Pedro Páramo – Juan Rulfo

39- O Sol da Meia Noite – Stephenie Meyer

40- O Azarão – Markus Zusak

41- Embroideries – Marjani Satrapi

42- Sociedade do Cansaço – Byon Chul Han

43- Instagram Skills – Orna

44- Turning Pro – Steven Pressfield

45- A Marca de Atena – Rick Riordan

46- Realism and Space in Novel, 1795-1869: Imagined Geographies – Rosa Mucignat

47- Drácula – Bram Stoker

48 – A Parábola dos Talentos – Octavia Butler

49 – Made to Stick – Chip and Dan Heath

50- Frankenstein – Mary Shelley

51- O Médico e o Monstro e Outros Contos – Stevenson

52- O Monge e o Executivo – James Hunter

53- A Casa de Hades – Rick Riordan

54- Aula Nota 10 – Doug Lemov

55- O Sangue do Olimpo – Rick Riordan

56- O Dia do Curinga- Jostein Gaarder

57- A Espada do Verão – Rick Riordan


 Bem, deu pra perceber que fiquei muito satisfeita com o resultado das leituras. Para o ano que vem, desejo ter ainda mais diversidade de autores e pretendo continuar na alternância de livros clássicos, acadêmicos e confortáveis. Além disso, não colocarei uma meta numérica de leitura, mas certamente devo mergulhar em maratonas e desafios literários.

Espero que a leitura também tenha sido um conforto pra você nesse ano e que 2021 seja melhor e com muitas boas leituras.


sábado, 27 de junho de 2020

E se a morte entrasse de greve? | Resumo e Resenha: As Intermitências da Morte - Saramago

As Intermitências da Morte se trata de uma epidemia "de não morrer" e todas as suas consequências nacionais. Política, economia, religião e cultura abalados com o sumiço de um fenômeno tão natural, mas também percebido e vivido socialmente. Ora, a morte só queria ser devidamente valorizada. No entanto, ela segue incompreendida, e o autor nos convida para conhecer melhor sua rotina e condições atípicas.

Ler um livro como esse em uma situação de pandemia pode ser tanto perturbador como um ponto de vista diferenciado pra realidade. Para mim, me soou como o segundo caso. Saramago tem um jeito único de escrever, é sabido, e essa leitura que mais parece um fluxo de pensamentos me pareceu um toque de leveza. Isso para não falar do senso de humor irônico do autor.

Bem, não costumo trabalhar com spoilers, mas sendo uma obra tão completa, não vejo como fazer se quer uma breve análise (e um resumo) sem aprofundar nos fatos. Não creio que saber o que acontece no livro vá tirar o poder que é experimentar essa leitura, mas se você acreditar que sim, pule para os últimos parágrafos (talvez no décimo após este) da presente resenha.

Para começar, quando a morte se ausenta por motivos desconhecidos, toda uma nação vai ao delírio. Os que deveriam estar mortos ficam catatônicos e infelizes, os doentes que deveriam morrer não se recuperam, e aqueles que desafiam a morte na tentativa de forçá-la a si, sofrem as consequências em vida.

As instituições são as primeira a entrar em colapso. A começar pela indústria da morte, exemplificada pelas funerárias e seguradoras de vida. Imediatamente as primeiras negociam com o governo para que seja então obrigatório a enterrar devidamente os animais, e as últimas planejam um seguro que funcionam como uma previdência que seria dada a cada 80 anos. Assim, o governo começa então a planejar asilos definitivos, já que a imortalidade não é sinônimo de juventude aqui.

Os religiosos entram também em pane, uma vez que muito de seus fiéis só lhe devotavam devido às garantias no pós-vida. E os filósofos também não ficam menos desesperados, já que o sentido da vida pensado por tantos deixa de ter o significado original, uma vez que esta não lhes parece mais finita.

Mortalidade, Caveira, Vanitas, Memento Mori, Comemorar

Enquanto isso, a sociedade civil enfrenta suas próprias questões. Em uma das casas do país, um velho - no leito de morte que já não vem - tem a ideia de ser levado à fronteira, onde a greve da morte já não alcança. Sua ideia se mostra efetiva, e é natural que logo várias famílias tenham a mesma.

Inicia-se assim dois processos. No primeiro, uma maphia (com ph) surge para fazer o "trabalho sujo" de levar os futuros mortos à fronteira, ganhando pequenas fortunas por isso. No outro, os países fronteiriços ameaçam iniciar uma guerra, uma vez que seus territórios não são cemitérios. A maphia então deixa de enterrá-los do outro lado e realiza acordos com o governo e as funerárias, que passam a voltar a enterrar esses mortos. Este último fenômeno se mostra alarmante socialmente, já que as vizinhanças começam a julgar umas as outras por escolher deixarem seus mortos morrerem, encarando como um assassinato.

De uma forma ou de outra, a nação acaba por se adaptar em sete meses à ausência da morte. Esta última, no entanto, retorna com ares espetaculares com uma carta aberta a ser lida em rede nacional, alegando que sua intermitência foi por uma questão de valorização, e que agora retornará com a bondade ainda de avisar a todos os futuros mortos com uma semana de antecedência para que tenham tempo de organizar o fim de suas vidas.

A pobre morte, no entanto, muito longe de ser valorizada, agora é ainda mais rechaçada. Se antes imploravam para que voltasse, agora lhe achavam especialmente cruel. Ao invés de ajeitarem a vida, aqueles que recebiam as cartas se desesperavam, desacreditam, faziam tudo o que não fizeram a vida toda, e até mesmo tentavam adiantá-la. Mas a morte seguia seu trabalho sem muito se afetar com os rompantes sociais.

Livros Antigos, Livro, Antigo, Biblioteca, Educação

Até que um dia uma carta retorna, não apenas uma, mas duas vezes. Ora, isso nunca aconteceu. Ela resolve então averiguar o que aconteceu e se depara com um homem comum de vida tediosa. Um violoncelista que vivia só com seu cachorro havia escapado da data da morte. Ela então faz de tripas coração - ou de esqueleto, carne - para tentar resolver a situação e passa a acompanhá-lo em sua vida. Então, um dia ela se despede temporariamente de seu claustro e sua gadanha, "veste-se" de mulher viva  e resolve sondá-lo para conseguir, enfim, entregar a carta.

No entanto, com suas aparições e afirmações enigmáticas do tipo "eu tenho algo para você", "não pode escapar de mim" e "eu o conheço melhor que ninguém", o violoncelista se pega em inseguranças, questionamentos e, quem diria, em flerte. No dia em que enfim a carta seria entregue, a morte deixa-se levar por ter "todo o tempo do mundo" e se pega em conversas, demonstrações musicais e em uma noite de amor. E mais uma vez, ninguém morre no outro dia.

Cessando o resumo, concluo afirmando que o enredo é uma obra completa. Até o meio da narrativa estranhei o fato de não termos um personagem principal fixo, apenas alguns que serviam para ilustrar as nuances da história. Então, percebo a morte (com letra minúscula por solicitação da mesma) como uma protagonista muito humilde, que está por toda parte, mas não requisita primeira pessoa ou holofotes. Por fim, finalmente compreendi as motivações das ausências e destaques temporários dos personagens.

A questão é que a morte é mais humana que as próprias instituições da humanidade.


Enquanto o governo e as religiões se preocupa com poder, as empresas e máfias com o dinheiro, os filósofos com a detenção do conhecimento e a sociedade com suas reputações, a morte preocupava-se com a vida. Queria o reconhecimento merecido e realizar seu trabalho em paz. A morte vivia o tédio de uma existência quase humana no circuito profissional e se reconheceu ternamente em um homem comum que lhe fugiu das garras. A morte apaixona-se por sua própria humanidade refletida na vida.

Tudo isso contado de uma forma não necessariamente linear, é de uma poesia encantadora. Embora não seja tão relevante como Ensaio sobre a Cegueira, As Intermitências da Morte me pegou pelo coração. E embora essa nem e quer tenha sido a interpretação do autor, a minha acabou por me conquistar. Saramago tem uma leitura ampliada do que é a morte em nossa sociedade em termos materiais e abstratos. Eis mais um livro da série Leitura Obrigatória segundo eu mesma.

terça-feira, 9 de junho de 2020

TBR da Maratona Literária de Inverno 2020 | #MLI2020 #BKTBTN


  Como de praxe, eis-me aqui toda maratoneira como todos os anos. Esse ano a maratona vai de 20 de Junho a 4 de Julho, e, como sempre, é promovida pelo Geek Freak. Além disso, essa edição será uma Booktubatona, com mais 27 booktubers. Cada um deles propôs um desafio para que escolhêssemos, e é a partir de alguns deles que venho aqui apresentar minha TBR.

Um Livro que Faça Parte de Uma Série (Bárbara Sá)

A Parábola do Semeador - Octavia E. Butler

Muito saudosa da autora desde que li Kindred (que já tem resenha aqui no blog), vou iniciar a leitura dos três livros da série nesta maratona, na esperança de conhecer um pouco mais sobre a autora.

Um Livro em Inglês (Vá Ler um Livro)

Condição Pós-Moderna - David Harvey

Esse tem rendido leitura já faz tempo, e espero que a maratona me dê o fôlego que preciso pra terminar a obra.


Um Livro Recomendado por um Booktuber (All About That Book)

Para Ler como um Escritor - Francine Prose

Esse já tinha entrado em maratona literário e foi intocado, tadinho. Já está tanto tempo nas minhas metas para ler que já até esqueci em que canal eu o vi ser recomendado. Vamos ver se dessa vez vai, uma vez que agora sim me declaro oficialmente escritora.

Um Livro Encalhado na Estante (Palavras Radioativas)

Criatividade e Grupos Criativos - Domenico de Masi

Calhamaço que não tenho nem esperanças de terminar durante a maratona, mas quem sabe avançar consideravelmente na leitura.

Um Livro de Realismo Mágico (Luckyficious)

As Intermitências da Morte - Saramago

Embora o realismo mágico me lembre imediatamente América Latina, abri mão dessa vez para conhecer um pouco mais da obra tão bem falada de Saramago.


  Bem, estou curiosa para saber como será o andamento dessa Booktubatona, que epero que seja recheada de sprints e interações!


sábado, 30 de maio de 2020

Kindred: Laços de Sangue - Octavia E. Butler | Resenha

  Se temos uma obra fantástica, é porque sua autora tem muito a falar. Octavia Butler foi uma escritora negra estadunidense que marcou sua geração, mesmo que só venha sendo reconhecida mais recentemente no Brasil com as novas edições de suas obras e divulgação de leitores que há tempos esperavam por sua popularização. Seu projeto de escrita envolvia uma ficção-científica feminista e racializada, trazendo à tona elementos que os escritores de sua época não consideravam, voltados para às inteligências artificiais, por exemplo. Suas discussões sobre o racismo e processos de exclusão são pertinentes até hoje e muitos de seus leitores debatem se não cabe enquadrar suas obras no movimento afrofuturista - tentando resumir essa manifestação artística enorme, uma filosofia e estética cultural que abarca uma ficção afrocentrada.

  Agora então voltando-se para o livro, Kindred: Laço de Sangue fala sobre uma série de eventos misteriosos na vida de Dana, uma mulher negra que acaba de se mudar com seu marido também escritor. Em certo momento, Dana sai dos seus conhecidos anos 70 e volta ao passado, um passado especificamente cruel para ela e sua ancestralidade: os mesmos Estados Unidos, porém em uma Maryland escravista do século XIX pré-Guerra Civil.

  Os personagens são tão bem construídos que ler os tantos pensamentos de Dana permitiu uma aproximação muito grande entre leitora e personagem, mesmo que nossas histórias e realidades sejam tão distantes. Suas dores são sentidas de forma tão intensa que eu me via encolhendo meu corpo em cada momento de sofrimento seu. É possível ainda entender a mentalidade de outros personagens, como de Ruffus, por exemplo, mesmo que ainda assim não seja possível defender seu posicionamento, muito pelo contrário.

  As relações entre os personagens também é muito forte. Vê-se as diferenças de um relacionamento inter-racial tanto em um contexto mais próximo à contemporaneidade, quanto em um passado distante. É possível observar também as relações de poder estabelecidas entre homens e mulheres, e ainda mais entre brancos e negros. A permanência de pensamentos coloniais, machistas e racistas é uma chaga viva em nossa sociedade, e esse livro traz isso à tona de forma muito impactante. Destaco ainda a força da ancestralidade de Dana ao ver-se tão igual e diferente às mulheres de sua família.

 
  Os motivos para seu retorno no tempo e a sucessão dos acontecimentos deixam o leitor extremamente ávido para saber mais sobre a história, e por esse motivo terminei a leitura muito rapidamente. E ainda assim, por muito tempo a narrativa me rondou a cabeça, é forte demais para ser esquecido.

  A escrita de Octavia é bem construída, fluida apesar de temas difíceis de serem trabalhados, forte e necessária. Pretendo inclusive ler a trilogia da Parábola do Semeador para conhecer melhor a sua obra. Sendo assim, fica explícito que Kindred é um livro impecável e de leitura muitíssimo recomendada.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Diário de Leitura de As Brumas de Avalon | Parte 2



17 de Janeiro de 2020

  Em O Gamo-Rei, a história vai admitindo um caráter de maior complexidade à medida em que os personagens vão se espalhando pelo mapa - que aliás poderia estar incluído na edição para ajudar na visualização. Este é um fator que vai lembrando a sensação que tive lendo As Crônicas de Gelo e Fogo, cujos livro só haviam me remetido anteriormente na personalidade de Sansa e de Gwenhwyfar. Há inclusive momentos do desenvolvimento da personagem até muito parecidos, no entanto, quem diria, a Sansa acabou se desenvolvendo melhor na outra série de livros. No entanto, ainda assim, compreendo melhor a personagem arturiana.

20 de Janeiro de 2020

  Esse se mostra um livro mais impactante que o anterior, embora  desenrolar de seus momentos  mais emocionantes sejam consequência do anterior. Cenas fortíssimas de abalar o coração de quem já se envolveu com os personagens, com direito a reações físicas, isto é, arfadas e lágrimas.

21 de Janeiro de 2020

  Morgana lida com uma culpa muito realista por ter deixado Avalon para trás, ainda que este esteja sempre em seu coração. Ela o defende melhor que o novo Merlim, que acaba conquistando sua frustração e a minha também. Afinal, suas decisões em relação a Viviane muito me decepcionaram e mostraram finalmente os defeitos de Artur que eu, cegamente, não tinha reparado antes. Artur no anseio de fazer a todos felizes, esquece-se de si, cede demais, principalmente a Gwenhwyfar e aos padres. Além disso, a verdade vêm finalmente à tona, o que é intrigante, mas Artur acaba não tomando nenhuma posição que partisse realmente de si.

23 de Janeiro de 2020

  Depois de tantos anos com uma submissão camuflada de vontade aos homens e às cortes supérfluas, Morgana finalmente se dá conta de sua importância enquanto sacerdotisa, da posição que lhe espera como Senhora do Lago. Não via a hora de isso acontecer.

26 de Janeiro de 2020

  É para mim muito interessante ver como os personagens envelheceram e, mais que isso, amadureceram. Até os mais insuportáveis para mim, agora são mais razoáveis. Sempre me encanta muito a ideia de "crescer com o personagem", ainda mais quando tudo é feito de forma tão verossimilhante.

Espada, História, Cavaleiro, Armas, Armadura, Guerreiro

29 de Janeiro de 2020

  Me mostro uma leitora completamente parcial, acabo me colocando do lado de Morgana em todas as circunstâncias. Suas triszetas e frustrações me entristecem igualmente, e suas reviravoltas me enchem de esperança.


1 de Fevereiro de 2020

  O livro começa a se mostrar bastante surpreendente e a quebra de expectativa é real. Conforme o último livro chega, uma certa melancolia de que já estamos chegando no fim começa a se abater(melancolia esta que também afeta aos personagens).

4 de Fevereiro de 2020

  Com a aparição do Graal, os últimos elementos da saga arturiana vem se desenrolando. Aparece com uma perspectiva muito interessante, reafirmando o que o antigo Merlim, Taliesin, costumava dizer sobre os deuses.

7 de Fevereiro de 2020

  A insanidade cai bem em Lancelote, que começa a agir de uma forma que eu simpatize com ele (a estranha então não seria eu?). Assim como a maturidade começa a cair bem em Gwenhwyfar que finalmente começa a questionar certos pensamentos e agir mais, embora que nem tudo (muito pouco na verdade) dê para defender.

11 de Fevereiro de 2020

  Mordred se mostra uma criatura muito ambiciosa, calculista, pela criação recebida por Morgause, sim, mas também por si mesmo. Assim como Morgana se perguntava como tudo seria se tivesse usado seu filho como trunfo, me pergunto como seria se o menino tivesse mais contato com ela e com o pai. Acaba que Morgana repete as mesmas questões de maternidade com ele que Viviane tinha com Lancelote. Este, no entanto, jamais se rebelou ou agiu tão inconsequente até mesmo com quem amava, como esse fez com Niniane.

19 de Fevereiro de 2020

  O encerramento foi uma enorme tragédia, muito honrada para não dizer digna, embora seja apenas uma questão de vocabulários. Embora eu não pudesse esperar algo diferente, já que tudo nos trouxe até aqui, no fundo sempre esperamos o melhor pros personagens que há tanto nos acompanharam.

  Bem, encerrar estes livros me dá uma verdadeira sensação de novo ciclo, embora eu não saiba o que isso quer dizer. As discussões religiosas e filosóficas são absolutamente enriquecedoras e é um livro transformador. Um dos melhores livros da minha vida.
  Em breve espero poder ler os livros da sequência e aprimorar este formato de diário de leitura.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Conclusão da Maratona Literária de Verão 2020 #MLV2020 #MLVMística

  E como foi a maratona anterior de um mês um mar de rosas, não poderia ser o mesmo a logo em seguida com apenas duas semanas. Marcada por uma leve ressaca literária e sem o fôlego extra de terminar pelo final de ano, tive uma maratona de verão um pouco mais devagar. De saldo de leitura tivemos dois livros lidos, sendo um deles uma troca de TBR, dois livros postos em andamento, e um nem tocado. No entanto, ainda assim, o saldo foi positivo, convenhamos.

Temperança - Um livro de fantasia ou com elementos mágicos

  Terminei o segundo livro e acabei passando da metade de O Gamo Rei, mas, por se tratar de volume único, acabei não dando como finalizada a leitura de As Brumas de Avalon. No entanto, esta não era a minha intenção inicial, e, inclusive, quando terminar de ler não sei o que vou fazer da minha vida.

A Torre - Leitura livre! Pode escolher qualquer livro

  Primeira leitura  terminada da maratona, dei conta de Desenvolvimento Desigual de Neil Smith. Agora é estudar as anotações.

O Sol - Um livro que todos falam bem;

  Essa foi uma das leituras que resolvi trocar na TBR, saindo de Todos os Contos de Clarice Lispector para O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna. Foi uma das escolhas mais espertas que fiz uma vez que a diferença de densidade dos livros me permitiu concluir a leitura e ainda dar conta do desafio de janeiro do Desafio Literário da Liberdade. O hype com o filme transformado em minissérie e exibido esse mês acabou por despertar a minha curiosidade, fazendo-me dar boas risadas e ter excelentes reflexões a partir da mais que recomendada obra de Suassuna.

O Julgamento - Um livro de um gênero que você leu pouco, mas se interessou por mais

  Esse foi o mais completo flop, uma vez que nem mesmo consegui começar a ler Para Ler Como um Escritor que provavelmente ficará para o início de fevereiro.

O Mundo - Um livro que era pra ter lido em 2019, mas não deu tempo

  Com essa decidi não mais inserir Canto Geral em TBR de maratonas literárias uma vez que suas poesias são muito densas. Passei da metade deste, no entanto.

Bem, como sempre, já estou no aguardo da próxima que muito provavelmente será no carnaval e dificilmente terei tempo pra pegar algo pra ler. Então, talvez, seja até possível que eu tente fazer algo antes, vamos vendo. Bem, espero que vocês tenham aproveitado basteante a maratona, mais do que eu, temos de convir! E até a próxima!


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Diário de Leitura de As Brumas de Avalon | Parte 1


  Lembro-me perfeitamente de ter lido o primeiro livro pela primeira vez há uns seis anos atrás pela biblioteca da escola e ter tido essa sensação de que minha vida nunca mais seria a mesma, uma vez que tinha encontrado um dos meus livros favoritos da vida. Infelizmente, nunca encontrei os outros a preço acessível nem em outras bibliotecas, então segui esperando pelo momento ideal. Finalmente ele chegou e consegui comprar o volume único em ebook pela Editora Planeta e tem sido novamente uma das melhores leituras da vida. Gostaria então de deixar aqui registrado minhas segundas e primeiras impressões.

17 de Dezembro de  2019

  Comecei a reler o primeiro livro com todo o fôlego que só a nostalgia pode trazer em plena maratona literária. Me impressiono muito por ainda lembrar de todos os acontecimentos importantes da primeira história, mas os detalhes me fascinam novamente!


19 de Dezembro de  2019

  Muito me surpreende como lembrava de Igraine como uma mulher fútil, mas eu tinha 15 anos e agora tenho 21, mais velha que ela no livro com 19 e agora a compreendo melhor. Se sentir manipulada, sem escolhas, não é algo fácil e ela encontrou sua própria maneira de lidar com isso. Além disso, seu romance com Uther, embora se dê propriamente em poucos momentos, me é muito cativante. Apesar disso, ela é ainda assim uma mulher influenciável, mas algo minimamente compreensível.

21 de Dezembro de 2019

  Viviane e Morgana são personagens fascinantes, indiscutível. Que mais poderíamos esperar das mulheres de Avalon? Acho interessantíssimo a relação mulher de carne e osso e Deusa sublime, e como é difícil possuir as duas faces dentro de si. Todas as vezes que elas se sentem feias e cansadas, sinto-me confusa, pois que as vejo mais lindas que todas as outras.

25 de Dezembro de 2019

  É meio engraçado pra mim ler algo que tem suas ressalvas com o cristianismo em pleno Natal, mas ora esta época já era o Yule dos pagãos do Hemisfério Norte e as tradições se misturaram. Como já diz a obra, todos os Deuses são Um.


30 de Dezembro de 2019

  Encerro finalmente a releitura do primeiro livro e me surpreendo, pois que não lembrava que o final era assim! Nossa mente nos prega peças... Finalmente começo o próximo livro na esperança de que seja uma boa leitura tanto quanto o primeiro. Fico meio desconfiada, uma vez que com a entrada de Gwenhwyfar há a tendência que as coisas fiquem mais voltadas para a realeza e seus palacetes, ao invés da teologia de Morgana. Mas como esta última continua a demonstrar presença no livro, acredito que pode ser apenas uma impressão boba minha.

03 de Janeiro de 2020

  Apesar de Gwenhwyfar se mostrar mais madura com o tempo, sua construção de personagem não foi desenvolvida nada perto de Morgana que continua tendo o estrelato do livro mesmo quando não está presente de fato. A rainha de Artur parece bastante rasa e entediante boa parte do tempo. Suas decisões são egoístas e infantis, colocando em risco o reino e as populações por uma série de palavras religiosas que ela repete sem questionar.

15 de Janeiro de 2020

  Igraine teve sua redenção final a meu ver, e mostrou que sua mente é mais poderosa do que imaginavamos.
 O ranço - na falta de palavra melhor - com Lancelote só aumenta e seu romance platônico com a Gwenhwyfar se motra muito improvável, pouco convincente e chato.
  Enquanto isso, Artur segue sendo perfeito e intocável, mas sem aprofundamentos da autora em relação a ele. Ora, a história é sobre aos mulheres ao redor de Artur, ele já teve estrelato demais. Ainda assim sinto falta de espaço para que ele mostre também os seus defeitos e dê mais veracidade ao personagem.
  Com o fim do segundo livro, vamos ver para onde vão os rumos da história.



terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Livros Lidos em 2019


  É certo que ainda falta um dia para o ano acabar mas já adianto o post dos livros lidos em 2019 uma vez que certamente não irei ler muito mais no dia de hoje. Este foi um ano particularmente expressivo em leituras principalmente após à bienal, subindo consideravelmente principalmente nos últimos meses do ano, quem diria. Fiquei bastante animada também por ter aumentado minhas leituras comparativamente ao ano passado e tenho a pretensão de ler ainda mais no ano seguinte, uma vez que sinto que retomei minha paixão literária!
  Vamos então aos livros lidos em 2019 estando marcado em negrito os mais surpreendentes e queridos do ano.
  1. A Gênese - Allan Kardec
  2. Triste Fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto
  3. Quando Fui Outro - Fernando Pessoa
  4. O Menino Que Descobriu o Vento - William Kamkwamba
  5. A América Latina: Males de Origem - Bomfim
  6. O Jeito Harvard de Ser Feliz - Shawn Achor
  7. Essencialismo - Greg McKeown
  8. Oito Visões da América Latina - Novaes (Org.)
  9. O Noviço - Martins Pena
  10. O Milagre da Manhã - Hal Elrod
  11. O Capitalismo Industrial e as Multinacionais Brasileiras - Sposito e Santos
  12. Ensinando a Transgredir - bel hooks
  13. O Diário de Anne Frank - Anne Frank
  14. As Alegrias da Maternidade - Buchi Emecheta
  15. Viver para Contar - Gabriel Garcia Marquez
  16. Mulheres, Raça e Classe - Angela Davis
  17. A Natureza da Globalização e a Globalização da Natureza - Porto-Gonçalves
  18. Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
  19. Fahrenheint 451 - Ray Bradbury
  20. Brasileiro, Sim Senhor - João Carlos Agostini
  21. O Livro dos Médiuns - Allan Kardec
  22. Love is: Ilustrações sobre o Amor - Puuung
  23. A Natureza do Espaço - Milton Santos
  24. O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
  25. Brasil: Uma Nova Potência Regional na Economia-Mundo - Becker e Egler
  26. Brasil Potência - Raul Zibechi
  27. O Conto da Aia - Margaret Atwood
  28. Do Rio de Janeiro e seus Personagens - Clarice Lispector

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Maratona Literária de Verão 2020 #MLV2020 #MLVMística

A qual classe mística você pertence?

  E é de boas Maratonas Literárias que se fazem as férias do leitor, meus caros! Dessa vez embarcamos na clássica MLV que veio nesta edição com a mais perfeita das temáticas o misticismo. Não poderia se encaixar melhor para mim! Para saber melhor, não deixe de assistir o vídeo do Geek Freak e pegar todos os detalhes e links na descrição.

  Em resumo, a maratona será nos dias 11 a 25 de janeiro e para incrementar a temática, os "corredores" estarão divididos em três times para diferentes experiências literárias baseadas em um teste também disponível no link acima. Os grupos são Ametrine, Jaspe e Lazuli, sendo este último o grupo a qual pertenço. A partir disso, sorteia-se os desafios de leitura, sendo todos baseados nos arcanos maiores do tarô. O mais incrível é que os desafios realmente são inspirados nos significados das cartas, francamente!! Além disso, como sempre os designs estão muito bonitos e deixo alguns deles por aqui para que vocês tenham ideia da dimensão dessa maratona.

  E enfim, vamos à TBR! Escolhi cinco livros baseados nas categorias e vamos ver como vai ser o desempenho das leituras!





14 Temperança - Um livro de fantasia ou com elementos mágicos;

Sigo alegremente com a leitura de As Brumas de Avalon, dessa vez já a partir do segundo livro que está contido no volume único. No entanto, sem pressa de terminar, porque sou apegada.


16 A Torre - Leitura livre! Pode escolher qualquer livro

Creio que terminar a leitura de O Desenvolvimento Desigual pode ser uma boa pra tirar da minha lista logo de uma vez.

19 O Sol - Um livro que todos falam bem;

E é depois de terminar um livro de crônicas vou então ao Todos os Contos de Clarice Lispector. Não tenho a pretensão de finalizá-lo ainda na maratona ou memso em janeiro, mas creio que pode ser uma leitura prazerosa e que se encaixa na categoria por ter tido grande hype em seu lançamento. Além disso, ainda se encaixa na leitura de Janeiro do Desafio Volta ao Mundo em 12 Livros!

20 O Julgamento - Um livro de um gênero que você leu pouco, mas se interessou por mais;

Para Ler Como Um Escritor é um livro que eu tenho vontade de ler há anos e cujo gênero de não ficção (não acadêmico) não tenho o costume de ler, mas muito me interessa.


21 O Mundo - Um livro que era pra ter lido em 2019, mas não deu tempo.

Trago então novamente o enorme livro de Pablo Neruda, o querido Canto Geral para que possamos dar andamento neste calhamaço de poesia.








  Bem, algumas categorias foram mais difíceis de preencher do que outros, e não sei se todas as escolhas foram sábias... Vou ver até que ponto é possível ler mais "um de cada vez" oua o menos doi ou três e não todos juntos!

  Desejo a todos uma boa maratona e nos vemos por aí!


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Conclusão da Maratona Literária do Desespero

  A Maratona Literária do Desespero foi nada mais nada menos que uma das melhores maratonas das quais participei. A proposta do grupo do Telegram foi uma das principais responsáveis por isso, uma vez que as interações, os sprints em conjunto, e toda confraternização pela leitura foi extremamente motivadora. É exatamente por isso que, apesar das minhas  humildes pretensões para os desafios eu consegui ultrapassar muito as minhas próprias expectativas! Vamos dar uma olhada então nos resultados.

Um livro que você comprou no início do ano e ainda não leu e Um clássico que você quer ler antes de terminar o ano:
O Mundo de Sofia.
Livro surpreendente que já tem até resenha aqui no blog!

Do Rio de Janeiro e seus Personagens.
Livro de Clarice Lispector, esse se encaixa apenas na segunda categoria uma vez que ele é emprestado. Foi o livro que encerrou minha maratona com chave de ouro. Suas crônicas são fascinantes e dignas de muita identificação, mas também de afastamento (uma vez que sou suburbana e tudo se passa na Zona Sul da cidade). Mas uma experiência de leitura muito envolvente e cativante.

Um livro que você sempre diz que vai ler e nunca lê;

A Natureza do Espaço.
Livro extremamente útil e fundamental pára um geógrafo, sinto que o li no momento certo. Riquíssimo em conteúdo, ainda estudo suas anotações.

O Conto da Aia
Esta obra de Margaret Atwood está na minha vontade de livros pra ler desde a bienal retrasada! Quatro anos!! E, bem, está muito bem lido. No entanto, não tive nem se quer coragem de fazer uma resenha, uma vez que o livro é pesado e cheio de reflexões, talvez mereça uma releitura para tal. Foi um dos livros mais lidos pelo pessoal da maratona e acabei tendo que inserir na minha TBR também. Esta foi uma das minhas escolhas mais inteligentes, pois esta foi uma das melhores leituras do ano!


Café, Livro, Flores, Configuração, Romântico, Rústico

Um livro que te indicaram e Um livro nacional que está na sua lista de livros para serem lidos;

Brasil: Uma Nova Potência Regional na Economia-Mundo
Leitura essencial e muito proveitosa assim como o esperado!

Brasil Potência - Raul Zibechi
Seguindo a linha do livro anterior para me ajudar na minha (aprovada) monografia, li também este livro que entra também das duas categorias. Um livro que você começou e não terminou.
Canto Geral
Bem, este foi o único livro da TBR que não consegui terminar de ler, o que não me surpreendeu. Ora, livro de poesia se lê aos poucos, e esse tem quase 600 páginas de poesia bruta(l)! Cheguei quase na metade e continuamos em seu projeto de leitura.


Começados e Não Terminados

O Desenvolvimento Desigual
Livro de Neil Smith, esse tem uma pegada mais lenta devido à linguagem acadêmica mais densa. Pretendo terminar no mês que vem.

As Brumas de Avalon
Esse comecei porque simplesmente não aguentei esperar nem mais um dia de espera depois que comprei. Apesar de já ter lido o primeiro (e este ter vindo em volume único), leio como se fosse água em extrema nostalgia e empolgação. Em breve, trarei um diário de leitura sobre ele, talvez até em duas partes.

Graças à maratona fui capaz de ler mais livros em um mês do que a soma dos livros livros do primeiro semestre (que foi bem caidinho pra leitura), e isso me deu um fôlego de potencial inacreditável. Isto fez com que eu projetasse metas de leitura para o próximo ano, coisa que não faço há anos! Sinto realmente que me reencontrei com a leitura e estou muitíssimo feliz. Extremamente grata por essa maratona e pronta para a próxima!



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