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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Playlists Favoritas de 2020 no Spotify

 


Confesso que ouvi bem mais música no início do ano que agora e isso influenciou bastante na escolha das playlists, mas aqui vamos nós.

 

2020

A clássica playlist anual feita por mim com as músicas mais recorrentes do ano nas minhas playlists favoritas.

 

This is Bon Iver

Sempre presente em diversas playlists minhas, acabei mergulhando bastante na específica da do cantor. Excelente para ler e relaxar.

 

Diário da Bruxa – Leitura de Tarot

Daqui saíram as músicas mais ouvidas do ano. A playlist da Pri Ferraz me inspirou muito ao longo do ano, me fazendo refletir bastante enquanto pintava aquarelas.

 

Cosy Tea Time

A playlist da Melina Souza foi excelente para os fins de tarde mais chuvosos.

 

Espero que você também tenha composto uma boa trilha sonora pra esse ano e vejamos como será a do ano que vem.

 

sábado, 2 de janeiro de 2021

Livros Lidos em 2020

   Anos difíceis costumam render boas e muitas leituras, uma vez que a Literatura ajuda a me colocar nos eixos. Ao mesmo tempo que foi um ano de preparo para pós-graduação, o que rendeu cerca de 14 livros acadêmicos lidos, foi também um ano em que precisei de muitas leituras confortáveis e leves, o que me fez retomar a leitura de Heróis do Olimpo, por exemplo, e até de dar uma chance pra Saga Crepúsculo, o que rendeu à Stephenie Meyer o título de autora mais lida do ano.

  Nesse ano, com o desafio de volta ao mundo em 12 livros – que futuramente posso fazer um post sobre a experiência -, esforcei-me por conhecer novos autores de países cuja literatura eu desconhecia e até mesmo de revisitar velhos conhecidos. Assim, isto me rendeu 20 livros lidos de autores de origem fora do eixo literário predominante dos EUA, Inglaterra e França, por exemplo.

  E por falar em diversidade literária, tive minha introdução em literatura indígena com Ailton Krenak e dou continuidade no meu movimento de leitura de obras de mulheres negras com a incrível ficção científica de Octavia Butler, a leitura de mundo da Chimamanda e da ficção realista de Conceição Evaristo.

  Outro ponto que me chamou atenção foi que a metade dos meus favoritos são livros de mulheres sobre mulheres, que eu já sabia que iriam me encantar antes mesmo de chegar ao meio da obra. Inclusive, os favoritos estão na lista abaixo em destaque.

  Além disso, li 6 livros em inglês por questões de disponibilidade, e sigo apreciando o trabalho de tradução.

  Participei intensamente ainda de 5 maratonas literárias, tendo umas muito produtivas e outras nem tanto, com destaque para a Maratona de Verão, do Isolamento e de Halloween.

  Um ponto de destaque foi o fato de como o Kindle mudou meu ritmo de leitura, que foi intensificado até pelo fácil acesso às obras. Assim, li apenas 2 livros físicos e todos os outros foram no formato digital. Totalizei assim 57 livros lidos ultrapassando minha meta de 50 livros para o ano.

  Abaixo, acompanhe a lista de livros lidos.



1- O Desenvolvimento Desigual – Neil Smith

2- As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley

3- Por uma Geografia do Poder – Raffestin

4- Crônicas de uma Morte Anunciada – Gabriel Garcia Marquez

5- 17 Contradições e o Fim do Capitalismo – David Harvey

6- O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna

7- Sono – Murakami

8- Cavernas de Aço – Asimov

9- Kindred – Octavia Butler

10- Sejamos Todos Feministas – Chimamanda

11- Mulheres que Correm com Lobos – Clarissa Pinkola Estés

12- Crepúsculo – Stephenie Meyer

13- Geografia: Conceitos e Temas – Corrêa et. al

14- Lua Nova – Stephenie Meyer

15- Becos da Memória – Conceição Evaristo

16- O Calibã e a Bruxa – Silvia Federici

17- Ideias para adiar o Fim do Mundo – Krenak

18- O Amanhã Não Está a Venda – Krenak

19- Eclipse – Stephenie Meyer

20- A Odisseia de Penélope – Margaret Atwood

21- Amanhecer – Stephenie Meyer

22- A Breve Segunda Vida de Bree Taner – Stephenie Meyer

23- Post Modern Condition – David Harvey

24- Vida e Morte – Stephenie Meyer

25- Espaço e Política – Lefebvre

26- As Intermitências da Morte – Saramago

27- Viagem ao Centro da Terra – Julio Verne

28- A Parábola do Semeador – Octavia Butler

29- Aula – Roland Barthes

30- A Literatura em Perigo – Todorov

31- A Poética do Espaço – Bachelard

32- Ler, Brincar, Tecer e Cantar – Yolanda Reyes

33- A Revolução no Ponto Zero – Silvia Federici

34- Para Ler como um Escritor – Francine Prose

35- Views of Nature – Humboldt

36- Geomorfologia e Geografia Física – Suertegaray

37- Discurso do Método – Descartes

38- Pedro Páramo – Juan Rulfo

39- O Sol da Meia Noite – Stephenie Meyer

40- O Azarão – Markus Zusak

41- Embroideries – Marjani Satrapi

42- Sociedade do Cansaço – Byon Chul Han

43- Instagram Skills – Orna

44- Turning Pro – Steven Pressfield

45- A Marca de Atena – Rick Riordan

46- Realism and Space in Novel, 1795-1869: Imagined Geographies – Rosa Mucignat

47- Drácula – Bram Stoker

48 – A Parábola dos Talentos – Octavia Butler

49 – Made to Stick – Chip and Dan Heath

50- Frankenstein – Mary Shelley

51- O Médico e o Monstro e Outros Contos – Stevenson

52- O Monge e o Executivo – James Hunter

53- A Casa de Hades – Rick Riordan

54- Aula Nota 10 – Doug Lemov

55- O Sangue do Olimpo – Rick Riordan

56- O Dia do Curinga- Jostein Gaarder

57- A Espada do Verão – Rick Riordan


 Bem, deu pra perceber que fiquei muito satisfeita com o resultado das leituras. Para o ano que vem, desejo ter ainda mais diversidade de autores e pretendo continuar na alternância de livros clássicos, acadêmicos e confortáveis. Além disso, não colocarei uma meta numérica de leitura, mas certamente devo mergulhar em maratonas e desafios literários.

Espero que a leitura também tenha sido um conforto pra você nesse ano e que 2021 seja melhor e com muitas boas leituras.


sábado, 27 de junho de 2020

E se a morte entrasse de greve? | Resumo e Resenha: As Intermitências da Morte - Saramago

As Intermitências da Morte se trata de uma epidemia "de não morrer" e todas as suas consequências nacionais. Política, economia, religião e cultura abalados com o sumiço de um fenômeno tão natural, mas também percebido e vivido socialmente. Ora, a morte só queria ser devidamente valorizada. No entanto, ela segue incompreendida, e o autor nos convida para conhecer melhor sua rotina e condições atípicas.

Ler um livro como esse em uma situação de pandemia pode ser tanto perturbador como um ponto de vista diferenciado pra realidade. Para mim, me soou como o segundo caso. Saramago tem um jeito único de escrever, é sabido, e essa leitura que mais parece um fluxo de pensamentos me pareceu um toque de leveza. Isso para não falar do senso de humor irônico do autor.

Bem, não costumo trabalhar com spoilers, mas sendo uma obra tão completa, não vejo como fazer se quer uma breve análise (e um resumo) sem aprofundar nos fatos. Não creio que saber o que acontece no livro vá tirar o poder que é experimentar essa leitura, mas se você acreditar que sim, pule para os últimos parágrafos (talvez no décimo após este) da presente resenha.

Para começar, quando a morte se ausenta por motivos desconhecidos, toda uma nação vai ao delírio. Os que deveriam estar mortos ficam catatônicos e infelizes, os doentes que deveriam morrer não se recuperam, e aqueles que desafiam a morte na tentativa de forçá-la a si, sofrem as consequências em vida.

As instituições são as primeira a entrar em colapso. A começar pela indústria da morte, exemplificada pelas funerárias e seguradoras de vida. Imediatamente as primeiras negociam com o governo para que seja então obrigatório a enterrar devidamente os animais, e as últimas planejam um seguro que funcionam como uma previdência que seria dada a cada 80 anos. Assim, o governo começa então a planejar asilos definitivos, já que a imortalidade não é sinônimo de juventude aqui.

Os religiosos entram também em pane, uma vez que muito de seus fiéis só lhe devotavam devido às garantias no pós-vida. E os filósofos também não ficam menos desesperados, já que o sentido da vida pensado por tantos deixa de ter o significado original, uma vez que esta não lhes parece mais finita.

Mortalidade, Caveira, Vanitas, Memento Mori, Comemorar

Enquanto isso, a sociedade civil enfrenta suas próprias questões. Em uma das casas do país, um velho - no leito de morte que já não vem - tem a ideia de ser levado à fronteira, onde a greve da morte já não alcança. Sua ideia se mostra efetiva, e é natural que logo várias famílias tenham a mesma.

Inicia-se assim dois processos. No primeiro, uma maphia (com ph) surge para fazer o "trabalho sujo" de levar os futuros mortos à fronteira, ganhando pequenas fortunas por isso. No outro, os países fronteiriços ameaçam iniciar uma guerra, uma vez que seus territórios não são cemitérios. A maphia então deixa de enterrá-los do outro lado e realiza acordos com o governo e as funerárias, que passam a voltar a enterrar esses mortos. Este último fenômeno se mostra alarmante socialmente, já que as vizinhanças começam a julgar umas as outras por escolher deixarem seus mortos morrerem, encarando como um assassinato.

De uma forma ou de outra, a nação acaba por se adaptar em sete meses à ausência da morte. Esta última, no entanto, retorna com ares espetaculares com uma carta aberta a ser lida em rede nacional, alegando que sua intermitência foi por uma questão de valorização, e que agora retornará com a bondade ainda de avisar a todos os futuros mortos com uma semana de antecedência para que tenham tempo de organizar o fim de suas vidas.

A pobre morte, no entanto, muito longe de ser valorizada, agora é ainda mais rechaçada. Se antes imploravam para que voltasse, agora lhe achavam especialmente cruel. Ao invés de ajeitarem a vida, aqueles que recebiam as cartas se desesperavam, desacreditam, faziam tudo o que não fizeram a vida toda, e até mesmo tentavam adiantá-la. Mas a morte seguia seu trabalho sem muito se afetar com os rompantes sociais.

Livros Antigos, Livro, Antigo, Biblioteca, Educação

Até que um dia uma carta retorna, não apenas uma, mas duas vezes. Ora, isso nunca aconteceu. Ela resolve então averiguar o que aconteceu e se depara com um homem comum de vida tediosa. Um violoncelista que vivia só com seu cachorro havia escapado da data da morte. Ela então faz de tripas coração - ou de esqueleto, carne - para tentar resolver a situação e passa a acompanhá-lo em sua vida. Então, um dia ela se despede temporariamente de seu claustro e sua gadanha, "veste-se" de mulher viva  e resolve sondá-lo para conseguir, enfim, entregar a carta.

No entanto, com suas aparições e afirmações enigmáticas do tipo "eu tenho algo para você", "não pode escapar de mim" e "eu o conheço melhor que ninguém", o violoncelista se pega em inseguranças, questionamentos e, quem diria, em flerte. No dia em que enfim a carta seria entregue, a morte deixa-se levar por ter "todo o tempo do mundo" e se pega em conversas, demonstrações musicais e em uma noite de amor. E mais uma vez, ninguém morre no outro dia.

Cessando o resumo, concluo afirmando que o enredo é uma obra completa. Até o meio da narrativa estranhei o fato de não termos um personagem principal fixo, apenas alguns que serviam para ilustrar as nuances da história. Então, percebo a morte (com letra minúscula por solicitação da mesma) como uma protagonista muito humilde, que está por toda parte, mas não requisita primeira pessoa ou holofotes. Por fim, finalmente compreendi as motivações das ausências e destaques temporários dos personagens.

A questão é que a morte é mais humana que as próprias instituições da humanidade.


Enquanto o governo e as religiões se preocupa com poder, as empresas e máfias com o dinheiro, os filósofos com a detenção do conhecimento e a sociedade com suas reputações, a morte preocupava-se com a vida. Queria o reconhecimento merecido e realizar seu trabalho em paz. A morte vivia o tédio de uma existência quase humana no circuito profissional e se reconheceu ternamente em um homem comum que lhe fugiu das garras. A morte apaixona-se por sua própria humanidade refletida na vida.

Tudo isso contado de uma forma não necessariamente linear, é de uma poesia encantadora. Embora não seja tão relevante como Ensaio sobre a Cegueira, As Intermitências da Morte me pegou pelo coração. E embora essa nem e quer tenha sido a interpretação do autor, a minha acabou por me conquistar. Saramago tem uma leitura ampliada do que é a morte em nossa sociedade em termos materiais e abstratos. Eis mais um livro da série Leitura Obrigatória segundo eu mesma.

terça-feira, 9 de junho de 2020

TBR da Maratona Literária de Inverno 2020 | #MLI2020 #BKTBTN


  Como de praxe, eis-me aqui toda maratoneira como todos os anos. Esse ano a maratona vai de 20 de Junho a 4 de Julho, e, como sempre, é promovida pelo Geek Freak. Além disso, essa edição será uma Booktubatona, com mais 27 booktubers. Cada um deles propôs um desafio para que escolhêssemos, e é a partir de alguns deles que venho aqui apresentar minha TBR.

Um Livro que Faça Parte de Uma Série (Bárbara Sá)

A Parábola do Semeador - Octavia E. Butler

Muito saudosa da autora desde que li Kindred (que já tem resenha aqui no blog), vou iniciar a leitura dos três livros da série nesta maratona, na esperança de conhecer um pouco mais sobre a autora.

Um Livro em Inglês (Vá Ler um Livro)

Condição Pós-Moderna - David Harvey

Esse tem rendido leitura já faz tempo, e espero que a maratona me dê o fôlego que preciso pra terminar a obra.


Um Livro Recomendado por um Booktuber (All About That Book)

Para Ler como um Escritor - Francine Prose

Esse já tinha entrado em maratona literário e foi intocado, tadinho. Já está tanto tempo nas minhas metas para ler que já até esqueci em que canal eu o vi ser recomendado. Vamos ver se dessa vez vai, uma vez que agora sim me declaro oficialmente escritora.

Um Livro Encalhado na Estante (Palavras Radioativas)

Criatividade e Grupos Criativos - Domenico de Masi

Calhamaço que não tenho nem esperanças de terminar durante a maratona, mas quem sabe avançar consideravelmente na leitura.

Um Livro de Realismo Mágico (Luckyficious)

As Intermitências da Morte - Saramago

Embora o realismo mágico me lembre imediatamente América Latina, abri mão dessa vez para conhecer um pouco mais da obra tão bem falada de Saramago.


  Bem, estou curiosa para saber como será o andamento dessa Booktubatona, que epero que seja recheada de sprints e interações!


sábado, 30 de maio de 2020

Kindred: Laços de Sangue - Octavia E. Butler | Resenha

  Se temos uma obra fantástica, é porque sua autora tem muito a falar. Octavia Butler foi uma escritora negra estadunidense que marcou sua geração, mesmo que só venha sendo reconhecida mais recentemente no Brasil com as novas edições de suas obras e divulgação de leitores que há tempos esperavam por sua popularização. Seu projeto de escrita envolvia uma ficção-científica feminista e racializada, trazendo à tona elementos que os escritores de sua época não consideravam, voltados para às inteligências artificiais, por exemplo. Suas discussões sobre o racismo e processos de exclusão são pertinentes até hoje e muitos de seus leitores debatem se não cabe enquadrar suas obras no movimento afrofuturista - tentando resumir essa manifestação artística enorme, uma filosofia e estética cultural que abarca uma ficção afrocentrada.

  Agora então voltando-se para o livro, Kindred: Laço de Sangue fala sobre uma série de eventos misteriosos na vida de Dana, uma mulher negra que acaba de se mudar com seu marido também escritor. Em certo momento, Dana sai dos seus conhecidos anos 70 e volta ao passado, um passado especificamente cruel para ela e sua ancestralidade: os mesmos Estados Unidos, porém em uma Maryland escravista do século XIX pré-Guerra Civil.

  Os personagens são tão bem construídos que ler os tantos pensamentos de Dana permitiu uma aproximação muito grande entre leitora e personagem, mesmo que nossas histórias e realidades sejam tão distantes. Suas dores são sentidas de forma tão intensa que eu me via encolhendo meu corpo em cada momento de sofrimento seu. É possível ainda entender a mentalidade de outros personagens, como de Ruffus, por exemplo, mesmo que ainda assim não seja possível defender seu posicionamento, muito pelo contrário.

  As relações entre os personagens também é muito forte. Vê-se as diferenças de um relacionamento inter-racial tanto em um contexto mais próximo à contemporaneidade, quanto em um passado distante. É possível observar também as relações de poder estabelecidas entre homens e mulheres, e ainda mais entre brancos e negros. A permanência de pensamentos coloniais, machistas e racistas é uma chaga viva em nossa sociedade, e esse livro traz isso à tona de forma muito impactante. Destaco ainda a força da ancestralidade de Dana ao ver-se tão igual e diferente às mulheres de sua família.

 
  Os motivos para seu retorno no tempo e a sucessão dos acontecimentos deixam o leitor extremamente ávido para saber mais sobre a história, e por esse motivo terminei a leitura muito rapidamente. E ainda assim, por muito tempo a narrativa me rondou a cabeça, é forte demais para ser esquecido.

  A escrita de Octavia é bem construída, fluida apesar de temas difíceis de serem trabalhados, forte e necessária. Pretendo inclusive ler a trilogia da Parábola do Semeador para conhecer melhor a sua obra. Sendo assim, fica explícito que Kindred é um livro impecável e de leitura muitíssimo recomendada.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Conclusão da Maratona Literária do Isolamento | Instensivão #MaratonaImprovisada



  Para a maioria dos participantes, apesar de curtinha, essa não foi uma maratona fácil. Todos pareciam muito dispersos, e a ansiedade com o que está acontecendo certamente atrapalhou muitos leitores.
  Ainda assim, consegui cumprir quase todas as etas e ainda um pouco mais, sendo absolutamente todas as leituras escolhidas agradáveis. Deixo aqui então um feedback rápido e uma sugestão de leitura sobre todas elas!

1) Continuar ou terminar uma série ou trilogia

Consegui concluir a leitura de Cavernas de Aço do Asimov e me surpreendi muito positivamente - ainda que não seja surpresa pra ninguém eu adorar uma distopia. Falaria muito mais sobre o livro aqui, mas pretendo trazer uma resenha em breve! Por enquanto digo apenas que com certeza gostaria de conhecer mais do trabalho do autor.

2) Um livro curtinho ou rápido, pra engordar a meta e 3) Um livro que ouviu falar muito bem sobre 

  A ideia inicial era ler Sono do Murakami, mas só consegui iniciar a leitura no último dia da maratona. Ainda assim, como o livro é curtinho, muito em breve devo finalizá-lo. Posso adiantar no entanto que o fluxo de pensamentos é um guia na obra do autor e é uma leitura poética, mas muito natural, com elementos de um realismo fantástico, mais pro realista que pra fantasia.

4) Ler um livro no kindle / leitor digital / dispositivo eletrônico

  Dando conta da categoria anterior de livro rápido e ainda assim no kindle, li 1940: O Lugar do Outro (pela milésima vez, mas nunca é demais). Sou suspeita pra falar sobre, mas é recomendação na certa.
  Além disso, também terminei de ler 17 Contradições e o Fim do Capitalismo, conforme a meta e o livro foi um pouco mais tranquilo de ler do que imaginava!


  Bem, esses foram os livros lidos! Espero que em uma próxima maratona os ânimos possam estar mais brandos, mas que as leituras possam ser tão boas quanto nessa! E vocês tem lido um bocado nesse período de isolamento ou tem sido complicado também?


quarta-feira, 1 de abril de 2020

3 Passos para Transformar sua Fanfic em uma História Original


 Não é de hoje que fanfics de séries de livros e filmes aclamadas se tornam livros completamente novos e de sucesso no mercado editorial. E muitas vezes temos uma história incrível em mãos, mas que precisa de um pequeno pontapé para atingir a originalidade sonhada. E é por isso que venho aqui passar umas dicas pra que essa adaptação seja possível.

1. Personagens

  Muitas vezes a personalidade de um personagem nos encanta e acaba nos inspirando a escrever mais sobre ele, gerando uma senhora fanfic. No entanto, não necessariamente o seu personagem precisa ser idêntico à obra que te inspirou. Inclusive, é possível que no meio da sua história você tenha lhe desenvolvido ainda mais e percebido e acrescentado características diferenciadas em sua personalidade. Portanto, invista nisso para tornar seu personagem único.
  E por falar em único, escolha um nome icônico. Ainda mais para seu protagonista, um nome marcante e diferente do que lhe inspirou - inspiração não pode ser cópia, lembre-se disso - pode fazer toda a diferença.


2. Universo

  Se a sua história se passa num universo fantástico, certamente teremos um pouco mais de trabalho. Isto acontece porque o autor que lhe inspirou certamente teve muito trabalho para criar um mundo único, com criaturas que podem até se repetir em outros livros, mas com especificidades. Se você ainda desejar fazer sua história se passar em um universo fantástico, você terá o mesmo trabalho que ele. Pense em novas criaturas, novos ambientes, nomeie-lhes com um senso de identidade que fará os seus leitores associarem imediatamente à sua história. Tenha um arquivo só para anotar sobre os elementos do seu Universo, é importante que ele seja coerente e ter uma base para consultar pode ser a chave para isso.
  Se a história se passa no mundo real, a situação já fica mais fácil. Ainda assim, seja criativo e procure novos espaços para locar os cenários de sua história.

3. Enredo

  É aqui que mora o grande segredo. Se você tem uma fanfic é porque certamente você criou uma história interessante com os personagens minimamente cativantes em um universo que te agrada correto? Adaptados esses últimos elementos, a sua história ainda tem originalidade? A tendência é que a resposta seja sim, porque acredito que o fanfiqueiro dá conta do que o autor original deixou a desejar. No entanto, se a resposta for não, é interessante que se responda algumas perguntas como por exemplo:

  • Quais as diferenças entre a minha história e à que me inspirou?
  • Qual o  objetivo central desse enredo?
  • A minha história faz sentido em um contexto diferente do que ele foi inspirado?
  • O que posso oferecer de diferente e original com a minha história?

  Respondendo essas perguntas e incrementando sua história, acredito que certamente você terá uma original de respeito. Depois que fizer suas alterações, não esqueça de me recomendar nos comentários!


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