Neverland não não também não

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

2 de janeiro de 2016.




  O alarme me desperta. Dessa vez, o barulho até parece tranquilo. Eu havia esquecido de desliga-lo. Não preciso mais dele, não tenho porque acordar cedo. Mas me sinto estranhamente feliz por estar acordada. Olho para o teto branco e vejo o ventilador parado. A noite havia sido fresca e eu havia dormido  bem.
  Desligo o despertador e me sento, espreguiçando-me sob os lençóis brancos. Havia música ressoando pela casa. Vou direto para o chuveiro e ao som daquela música boa tomo meu banho.
  Depois do ano novo, que não havia sido isso tudo, todos foram embora da casa de praia. Finalmente, éramos só nós dois.
  Saio do banheiro ainda enrolada na toalha e vejo Hugo cantando e balançando a cabeça, a liberdade de quem não sabe que está sendo observado. Quando ele se vira e dá de cara comigo, sorri desconcertado e me puxa pela mão, levando-me a dançar com ele. Ele me rodopiava pela sala um tanto fora do ritmo da música, mas de um jeito que me divertia muito. Eu ria e sentia meu coração acelerar, talvez pela agitação física ou emocional. Talvez pelos dois.
  Quando a música terminou, Hugo se jogou no sofá e me levou junto. Logo, outra música começou, mas nosso foco havia mudado.  Eu ficava assim observando os detalhes de seu rosto e ele os meus. Ele pôs um beijo no meu rosto e eu vi ali o melhor do dia que eu tivera em anos. Era como se tudo estivesse começando novamente, como se eu estivesse me apaixonando pela primeira vez.

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