Neverland não não também não

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Trechos de Ensurdecedor

Deafening


  Faz mais de um ano e meio que li este livro incrível escrito por Francis Itani. Em resumo, trata-se da história da vida de Grania, uma moça que nasceu surda. Todo o seu crescimento é mostrado de forma adorável, e mais tarde, parte da história de Jim, seu maravilhoso esposo, também é contada. Como se a vida não fosse suficientemente difícil, Jim vai para a guerra e ela ainda enfrenta muitas outras dificuldades. É um livro que te faz se apegar pelos personagens, se comover com os acontecimentos e te dá vontade de ler novamente logo que se acaba.
  Infelizmente, não é um livro que fez muito sucesso no Brasil e o encontrei na biblioteca da escola, mas se você tiver a oportunidade de ler, faça-o.
  De qualquer forma, vamos aos trechos favoritos!










- Preparada? Para o quê? Para abrir caminho pelo silêncio. Mas o silêncio também protege.

- Ela tem de estar preparada o tempo todo.

- Estar dentro do silêncio é como estar debaixo da água.

- Está ancorada em terra firme, e não mais à deriva no escuro. Não sente medo.

- Não é culpa sua. Não importa o quanto se esforce, não importa o quanto queira.

- Não desista! Não vai dar certo se você desistir!

- As palavras voam e caem, estáticas e mortas.

- Certas dores são tão grandes, que têm de ser contida.

- Mas atrás não existe. Não para ela. Atrás é o escuro fora do pensamento.

- Sente o mar cantando no fundo da sua cabeça.

- Ela se senta na cama, recosta-se na cabeceira de metal e decide parar a tristeza. Achata a sua infelicidade.

- Gritam o silêncio dentro delas.

- Quem se importa? Quem se importa com o silêncio?

- Canta para si mesma, a ponta dos dedos batendo no lado da perna, enquanto lança seus medos ao escuro.

- Terão de viver dentro de momentos breves do presente, como viajantes que perderão partes de suas vidas.

- Para cima e para baixo, para fora de sua cabeça, suas palavras se arremetem como o voo das andorinhas.

- Uma força tão silenciosa que era possível que ela não soubesse que está ali.

- Sentiu que ela sabia alguma coisa, talvez algo pacífico, ou sábio, que possivelmente ninguém mais sabia.

- Músicas que não conheço, sons de que não posso me lembrar. As coisas estão sempre misturadas.

- Ela acreditava, ou pensava acreditar, que a música e o canto estavam em toda parte.

- Senti o cantarolar. Observo suas palavras. Vejo os seus dedos nas teclas. Sinto a sua música.

- Ele percebeu como ela estava à vontade em seu mundo interior, como era privado e tranquilo.

- Mas, quando estava longe dele, sentia a sua própria força movendo-se em direção a ela, da mesma maneira que sentia a dela em direção a ele.

- É fácil deixar as coisas afastadas.

- Era a sua risada o que ele mais gostava.  O som de um suspiro interior.

* Time must come to an end, sometimes distance never closes & silence is often deafening -- then, that sort of true love hurts *

- A mensagem dele era sempre música.

- "Meu amor", pensou, como se planejasse começar uma carta naquele instante, acreditando que, de alguma maneira, ela receberia seus pensamentos através do escuro.

- Uma invasão no escuro, uma pulsação que aumenta na cabeça.

- A sua vida estava mudando. Eventos estavam acontecendo rapidamente, um eclipsando o outro.

- Desastre nunca deixava de ser a atração principal.

- Agora, ela percebeu que cada momento que passaram juntos, tinha sido parte de uma elaborada despedida.

- Há coisas sobre as quais poderão agir, e há outras em que não.

- Mas isso só os torna mais determinados a prosseguir, continuar tentando, a continuar fazendo o que tem de ser feito.

- Fico dizendo a mim mesmo que tenho de ser capaz de suportar isso. Mas a dor não é tolerável. Não vai desaparecer. Tem vida própria.

- Pare! Pare de falar desse jeito sobre a sua própria dor. Tenha um pouco de decência!

- Ela estava cheia de uma saudade desesperada. Uma solidão tão quebradiça que ela achava que se partiria em duas.

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